quarta-feira, 16 de março de 2011

I had a dream

Os sonhos de infância, talvez por serem daquele tempo em que não existem restrições nem impossibilidades, são, talvez, os mais puros, os que melhor nos definem.

Enquanto não nos dizem "nem penses nisso", "é melhor esqueceres", "isso não te leva a lado nenhum" nem outras pérolas motivacionais do género, enquanto temos todo o tempo e todo o espaço à nossa frente, enquanto não somos catalogados nem encaixotados, enquanto não existem classificações nem pré-determinações, temos o Universo como potencial. Podemos ser e chegar a tudo o que quisermos. Podemos sonhar com qualquer coisa.

Depois começam a chegar as restrições. Todas, mesmo que cheguem à vez. Sociais, financeiras, temporais. O sonho começa a ser utopia, depois parece loucura e, às tantas, é uma megalomania ou uma excentricidade (e aqui tudo depende, claro, do dinheiro que se tem).

E os sonhos vão (por causa dos mecanismos de defesa internos, parece-me) parar às prateleiras do esquecimento. Uma espécie de "não desisti mas nem penso nisso". Ou "um dia/quem sabe/talvez".

É bom irmos tirar o pó aos nossos sonhos de infância, de vez em quando. Faz-nos abrir os olhos e olhar para os nossos dias cinzentos de outra maneira.

Com esperança, parece-me...

terça-feira, 15 de março de 2011

Wishfull thinking

Eu sabia que devia haver uma razão para querer ganhar uns trocos no Euromilhões :)
Aliás, duas.


Poder escolher sem problemas!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Matemática e Estatística


Qual é a probabilidade de, exactamente no mesmo dia, nenhum dos dois computadores de casa nem sequer iniciar?
Muito baixa.

Qual a probabilidade de um acontecimento improvável me acontecer a mim?
A Lei de Murphy diz que depende da minha necessidade/urgência.

Qual é, portanto, a probabilidade de um acontecimento improvável me acontecer a mim numa altura de extrema urgência?

Se pode correr mal, vai correr (de certeza!) ainda pior. E falta avaliar a possível recuperação de dados.

Murphy ri-se...

domingo, 13 de março de 2011

Nem mais


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."


Fernando Pessoa


Não sei se há alguém que tenha tantas mensagens inacabadas nos rascunhos... Ainda bem que, muitas vezes, outros já escreveram as palavras que me borbulham na cabeça.

terça-feira, 1 de março de 2011

...

Changing my status... I'm on the move!

Hoping to keep the inertia

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mistérios da vida

A razão pela qual eu manifesto algumas características que tanto me custa aceitar nos outros é, sem dúvida, um dos grandes mistérios da minha existência.

Isso e o sítio para onde vão as coisas que desaparecem no buraco negro que deve existir lá em casa...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Life As Not-a-Fast-Something

A voragem deste dias de hoje leva tudo, mas mesmo tudo, numa espiral, como se fosse o remoinho monstruso no meio do mar das Caraíbas onde nenhum barco podia passar a salvo. Leva-nos tudo, até o tempo para pensar e para sentir. No meio do bulício e das pressas e da necessidade que nos fazem crer do sempre mais e mais e mais depressa não sobra tempo para o que mais interessa. Somos empurrados quase inapelavelmente, enquanto somos adormecidos e anestesiados, porque não interessa questionar (não há tempo, segue, todos os outros vão por aí!), não interessa sentir (não há tempo, pode ficar para depois), não interessa pensar (não há tempo, corre, a vida está formatada).

Tudo no imediato, para já, de preferência sem esforço e com garantia de felicidade instantânea. Duradoura, eterna? Isso não, alguma coisa virá (de preferência, já amanhã) mais imediata, mais completa mais feliz, e outra e outra e outra...

Mas o resto, o que verdadeiramente interessa, o essencial, continua invisível aos olhos.

E para muitos (já lá diz o ditado) longe da vista, longe do coração...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dia de contrastes

Um dia em que se acorda a ouvir Pearl Jam tem tudo para ser um bom dia.

O reverso é que o cérebro, em modo sensitivo-adivinhatório, pode pôr boas músicas em repeat logo pela manhã apenas para tentar compensar as merdas todas que aí vêm.

Hoje foi um desses dias...

Pode ser que a Académica dê um jeitinho à coisa mais logo, para compensar a balança...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

On the road


Se bem que ainda faltem uns meses para a Caminhada, a verdade é que a viagem começou hoje.

sábado, 22 de janeiro de 2011

...

Será que ainda dá tempo?

Podíamos dar um saltinho ao outro lado do Atlântico e trazer o Obama, e acrescentávamos mais um nome aos boletins de amanhã.
Assim sempre tínhamos uma hipótese de ter um Presidente carismático...

Porque não? Podíamos oferecer-lhe, sei lá, uma tarefa quase impossível. Ele sempre disse que era homem de grandes desafios...

New Work-in-progress Year (mas isso sou eu...)

Há uns tempos perguntaram-me: foi conseguido?

E tenho andado a pensar nisto, o que, provavelmente, quer dizer que a resposta não foi a mais acertada. Que, às vezes, enganamo-nos um pouco até a nós próprios, porque isso é mais fácil e mais cómodo do que admitir que continuamos com as mesmas velhas falhas e com os mesmos velhos vícios e que a vontade, por muito indómita que seja, nem sempre é suficiente para chegarmos onde queremos. Por muito claro e evidente que esse onde seja, o caminho é àrduo e os avanços são lentos.

E depois lembro-me desta frase, que li e anotei e nunca mais esqueci, e que me continua hoje tão acertada e tão apropriada:

"A única forma de alimentares a tua auto-estima é ficares atenta aos teus esforços e aplaudires a tua própria evolução. O apreço dos outros é enganador, porque só nós sabemos o que nos custa avançar..."

Rita Ferro e Marta Gaultier - "Desculpa lá, mãe..."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A New LIfe


Dizem por aí que, alegadamente, os mapas astrais e outras coisas que tais pelos quais tantos de nós se regem estão, afinal, ligeiramente errados. Uma subtileza na declinação dos eixos universais e, vai-se a ver, o céu que temos hoje no horizonte é completamente diferente do que havia quando essa maravilha da ciência, a astrologia, começou a ser desenhada/vista/estudada pelos visionários de outrora.

Parece que, alegadamente, afinal os signos são treze, e não doze, e que as datas de nascimento podem, agora, dar direito a bónus e fazer com que se transmute de estado astral.


Pergunto-me se, num mundo em que todos se tornam automaticamente melhores e bem-sucedidos e felizes com umas simples doze badaladas esta não será uma desculpa tão boa como outra qualquer. Quero dizer, se fosse assim podíamos fazer uma viagenzita para Oriente a ver se nos melhorávamos umas horas antes, porque se é para melhor eu mal posso esperar (e nem vale a pena argumentar que não há dinheiro para isso, porque a magia da passagem de ano também traz sucesso profissional deslumbrante e vencimentos que nem se sabe muito bem como gastar...)


Ainda por cima, ao que parece, alegadamente, nem podemos escolher a que novo signo vamos parar... Se é assim, parece-me que mais vale ficar (teimosamente) no mesmo. Signo, quero eu dizer, que os anos passam sem precisarmos de os empurrar e a melhoria da pessoa não cai subitamente do céu, por muito estrelado que seja.





quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dos candidatos

Li algures que, nesta campanha, o "candidato" José Manuel Coelho (as aspas são minhas porque ele não cumpre os meus requisitos mínimos) é um palhaço, e que as suas palhaçadas, de tão ridículas e irrisórias e risíveis, servem apenas para, em contraponto, mostrar até que ponto os outros "candidatos" (as aspas continuam a ser minhas) são, também eles, ridículos e irrisórios e risíveis.

Um bocado como os cómicos non-sense, que nos mostram a realidade de uma forma tão desmesurada e desproporcionada que se torna perfeitamente ajustada e a crítica implícita tão acutilante quanto indesmentível.

Se juntarmos a tudo isto o facto de me parecer que o non-sense dele não é propositado, é só genético, e a contagem de candidatos a sério (um?), temos uma ideia bastante boa do meu entusiasmo e da minha fé nesta eleição...